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GRYPHUS GEEK

Quinta, 15 Agosto 2019 12:26

25 anos da Gryphus Editora

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GRYPHUS é um animal mitológico. Uma ave fabulosa com bico e asas de águia e corpo de leão. Possui a força terrestre do leão e a energia celeste da águia”.

A Gryphus Editora nasceu em 1994 como um selo dentro Companhia Editora Forense, centenária editora jurídica. O argumento era o de que o livro jurídico vendia muito bem em março e em agosto, na ocasião da volta às aulas, mas nada vendia no Natal ou em datas comemorativas como dia das mães, dos namorados, etc. Então o selo editorial foi criado dentro da Forense para ser responsável pela publicação de todas as obras não-jurídicas da editora, sempre abordando questões relevantes para o mundo contemporâneo, publicando obras de ficção e não-ficção. O nome Gryphus foi escolhuido para refletir o conceito e a imagem dessa criatura mitológica que une a dupla qualidade de sabedoria e força. As editoras designadas para criar o selo foram Maura Sardinha, experiente editora da Antares e professora de comunicação da ECO-UFRJ, e Gisela Zincone, que vinha da área de administração de empresas e da música. Os primeiros lançamentos foram ensaios sobre o contemporâneo e a pós-modernidade, como A Travessia do Pós-Moderno, de Luciano Zajdsznajder e Clínica e Sociedade, org. por Muniz Sodré e livros de música como os Rock Books de Os Paralamas do Sucesso, Raul Seixas e Kid Abelha.

Com o passar dos anos fomos aprimorando as coleções e apostando em filões que têm um público interessado.

Em 1998 conseguimos o nosso primeiro grande sucesso de vendas que entrou na lista de mais vendidos: a biografia de Nilton Santos, Minha Bola, Minha Vida. O lançamento na sede do Botafogo, no Rio de Janeiro, foi épico, com mais de 1.000 livros vendidos na noite de autógrafos. Tivemos que marcar um novo lançamento no dia seguinte para contemplar os fãs que haviam saído de lá sem a assinatura do ídolo. O livro entrou na lista da Veja e foi um sucesso estrondoso. Dessa série vieram outras biografias de grandes jogadores: Domingos da Guia, Adhemar da Guia, Mauro Galvão, Didi, Telê Santana, dentre outros. A linha de biografias não se ateve apenas a atletas: Cartola, Pixinguinha, Guinga, João Cândido – o Almirante Negro, Sandro Moreyra, Carlito Maia, Maria Martins, Bilac Pinto, Raul Pompeia, Hugo Chavez, Walter Avancini também foram contemplados, assim como a cidade-sede da editora com A História do Rio de Janeiro, escrito por Armelle Enders.

Ainda em 1998, lançamos a primeira obra de José Eduardo Agualusa publicada no Brasil: Nação Crioula saiu na esteira do documentário Além-Mar de Belisário Franca. A partir deste livro decidimos lançar a Coleção Identidades: nossa língua é maior do que o Brasil. Fomos pioneiros no intercâmbio literário com outros países lusófonos, principalmente africanos com essa série, que publicou também o maior autor de língua portuguesa de Macau, a ex-colônia portuguesa encravada no extremo oriente: Henrique de Senna Fernandes. A coleção cresceu muito, e outras editoras entraram neste nicho de mercado após o sucesso estrondoso de Agualusa na FLIP de 2004 onde, após o cancelamento da vinda de Susan Sontag, ele participou de uma mesa com Caetano Veloso, que transformou definitivamente sua carreira no Brasil. Foi um dos momentos mais legais da Gryphus! Seu livro de contos Manual Prático de Levitação entrou para a lista de mais vendidos, e O Vendedor de Passados foi adaptado para o cinema, além de ter entrado no programa de Livros para Biblioteca do Governo Federal. Dessa coleção publicamos também obras de Pedro Paixão, José Riço Direitinho, Manuel Rui, Ruy Duarte de Carvalho, Ruy Cinatti e agora O Mar em Casablanca, de Francisco José Viegas.

Em 2002 encontramos o roteirista mexicano Guillermo Arriaga em uma feira de livros em Porto Alegre e iniciamos uma coleção de livros ligados ao cinema. De Arriaga publicamos 4 obras, tendo ele participado da FLIP de 2007 e também entrado no programa de Livros para Biblioteca do Governo Federal, o PNLB, com um título. Outro autor de cinema que entrou na lista de best-sellers em 2008 foi Em águas profundas – criatividade e meditação, de David Lynch e está em catálogo até hoje. Um outro grande acerto da linha de cinema foi Interestelar, de Ridley Scott com o seu irmão roteirista Jonathan Ridley, assim como Lucía Puenzo, Alejandro Jodorowsky e Ricardo Arovonich.

Em 2010, começamos a sentir a expansão do mercado de livros para jovens adultos. Ao pesquisarmos a lista de mais vendidos de alguns países nos deparamos com o livro Supernatural – o diário de John Winchester. Supernatural é uma série de TV que passa em canal aberto no Brasil. Adquirimos os direitos desta obra e de Supernatural – o livros dos monstros da DC Comics. Os dois livros foram publicados simultaneamente em 2010 e SN – o diário de John Winchester entrou imediatamente na lista de mais vendidos da Publishnews. O Brasil é o segundo maior mercado para o Supernatural – a comunidade de hunters é enorme e vários atores já estiveram por aqui. Esses dois livros nos levaram a investir nessa área e a criarmos o selo Gryphus Geek. Nossa participação na Comic Con em 2015 foi maravilhosa, o ator Misha Collins foi convidado para o evento e após a sua fala no auditório, muitos e muitos fãs invadiram o nosso estande atrás dos livros Supernatural, um momento muito especial para nós. Além dos livros Supernatural, a Gryphus Geek publicou Batman e Arrow. Pelo nosso selo Gryphus Geek, lançamos O guia da garota boazinha para ser uma escr*ta, de Alexandra Reinwarth, um livro divertido e atual para todas as garotas.

O nicho de música é pequeno, mas tem um público fiel e interessado. Já lançamos livros de A Cor do Som, Guinga, Os Tribalistas, Zé Ramalho, Baden Powell, José Miguel Wisnik, Francis Hime e Leandro Braga.

Tem sido uma grande aventura até aqui manter o selo ativo, nos ajustar às movimentações do mercado, fazer um negócio lucrativo e ao mesmo tempo manter a qualidade das publicações e das edições. Esperamos continuar por mais 25 anos pelo menos! A Gryphus Editora se identifica com a cultura popular. Ingressamos na área dos livros digitais e agora nos preparamos para entrar na de áudio livros. Estamos sempre atentos às transformações realizando treinamentos internos, frequentando feiras nacionais e internacionais, participando de seminários. Realizamos o trabalho com entusiasmo e acreditamos que através dos livros podemos tocar e mudar a vida das pessoas, trazer cultura e novas ideias, e esta é a nossa forma de contribuir para a transformação do Brasil em um país de leitores, um país de ideias plurais em que todos têm acesso aos livros e à cultura. Temos orgulho de termos publicado pela Gryphus obras fundamentais para se entender o Brasil como Geografia da Fome, de Josué de Castro ou João Cândido – O Almirante Negro com textos de Martinho da Vila, Aldir Blanc. Ricardo Cravo Albin e Marilia Barboza. A nossa casa editorial vai contribuindo a seu modo para que o Brasil se transforme em um país onde a cultura é valorizada e as crianças são ensinadas a se tornarem leitoras desde cedo.

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